Escola, sexualidade e gênero: perspectivas críticas & Diversidade sexual e protagonismo de professores: uma análise sócio-histórica dos significados

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Autores: André Luiz Machado das Neves | Fernanda Priscilla Pereira da Silva | Iolete Ribeiro da Silva

Editora: UEA Edições

Ano de Publicação: 2016

Páginas: 181

Resumo: O livro Escola e sexualidade: perspectivas críticas, visa contribuir significativamente com o tema dos direitos sexuais e da realidade de da educação escolar permeada por limites e possibilidades em algumas regiões do Brasil.

Esses limites e possibilidades estão transpassados pelas disciplinas curriculares, pelas próprias barreiras existentes na escola, pela sensação da discussão da sexualidade podendo ser negada por familiares de alunos, pelos próprios alunos e/ou por professores a partir dos estereótipos, preconceitos e por uma moralidade que atualmente torna receoso o agir no aspecto que toca a sexualidade na educação escolar. Nesse aspecto, a sexualidade humana acaba sendo trabalhada de modo reduzido e somente na dimensão biológica, como foco nos aparelhos reprodutores masculinos e femininos.

Com isso, percebemos o quanto é importante socializar experiências, demandas recebidas e dialogar de maneira interdisciplinar sobre a sexualidade que historicamente se busca de todas as formas uma normalidade e invisibilizar as suas múltiplas formas de sua expressão. Esperamos proporcionar pistas para pensar sobre a diversidade sexual, sobre gênero, repensar nossas crenças a partir das experiências de pesquisas e ideias contidas nas linhas transcritas deste livro.

Linhas que possuem como eixo norteadores a produção acadêmica pautada na preocupação com a transformação social, na sociedade igualitária, pensando as diferenças, estranhamentos acerca da educação bancária no cotidiano escolar, da heteronormatividade e do higienismo. Os pontos de vistas heterogêneos, vindo de vários cantos do Brasil, propiciam um diálogo e possibilitam-nos conhecer atividades no campo da sexualidade e gênero numa perspectiva de promoção de Direitos Humanos, com intuito de contribuir epistemológica e socialmente para as desconstruções dos enquadres dos sujeitos e visando contribuir com uma produção científica crítica e relevante.

Esta coletânea encontra-se organizada em oito capítulos que sugerem reflexões e estratégias de enfrentamento das políticas colonialistas que imperam no cotidiano escolar. Sendo os dois primeiros com viés teórico e os outros seis foram produzidos a partir de relatos de pesquisas.

Iniciamos o livro com o texto Escola, identidade de gênero e a transexualidade: reflexões a partir da antropologia do corpo de André Luiz Machado das Neves, Iolete Ribeiro da Silva, Angelo Cabral Esperança e Fernanda Priscilla Pereira da Silva, que se constitui a partir de uma discussão teórica acerca da identidade transexual que, por muitas vezes, não é legitimada no contexto escolar. Os autores se fundamentam em argumentos sócio-antropolólogicos para promover estranhamentos da posição da escola enquanto um ambiente de regulação de corpos e de gênero, numa perspectiva binária que impõe limitações, proibições ou obrigações. Os autores finalizam considerando que a construção corpo e as relações de gênero são dispositivos de produção da diferença e da invisibilidade.

O segundo capítulo, Corpos, Gêneros, Sexualidades e Educação: uma reflexão, de autoria de Érica Vidal Rotondano, apresenta uma proposta de leitura crítica acerca da sexualidade para além do seu aspecto anatômico e do essencialismo sexual. A autora evoca também, baseada na leitura foucaultiana de poder, uma compreensão acerca dos mecanismos de forças que atuam, a partir de situações sociais concretas, no sentido de modelar a sexualidade, os corpos e os gêneros, a exemplo da religião, da política, da família e da educação. E, por fim, sinaliza quais são os caminhos possíveis e necessários para a adoção do tema da sexualidade como tema escolar.

Michelle de Albuquerque Rodrigues e Iolete Ribeiro da Silva apresentam o capítulo Processos Dialógicos entre Adolescentes Multiplicadores em Educação Sexual, no qual apresentam a análise dos processos dialógicos entre multiplicadores em educação sexual. O texto é fruto de uma pesquisa-ação, realizada em uma escola pública de ensino médio em Manaus, Amazonas. As autoras se fundamentaram a partir das contribuições de Paulo Freire e Bakhtin as quais buscaram analisar os processos dialógicos enquanto elementos indispensáveis à transformação da realidade político-pedagógica, e delinear de que forma os adolescentes podem concretizar ações multiplicadoras em sexualidade.

O quarto capítulo, escrito por Yara de Paula Picchetti e Fernando Seffner, intitulado Cada um com a sua certeza: a escola e os esforços cotidianos para estar na norma e resistir a esta, apresenta reflexões sobre a normalização e a função disciplinadora da escola e das relações nela estabelecidas, no que se refere à sexualidade e às relações de gênero. A partir da compreensão de conceitos como norma, poder e disciplinamento e da leitura sobre novas configurações legais, políticas e contextuais relacionadas à inclusão e à diversidade no contexto escolar, os autores apresentam os desafios da escola pública brasileira na contemporaneidade, no sentido de garantir as aprendizagens e a construção de um ambiente de negociação e respeito nas e pelas diferenças sexuais e de gênero, bem como o delineamento do papel da psicologia nesse processo. Como ilustração das discussões, o capítulo apresenta descrição e discussão de cenas do contexto escolar, originárias de dois projetos de pesquisa desenvolvidos pelos autores.

Em Pedagogia do armário: uma conjugação entre heteronormatividade, cotidiano e currículo Escolar, Rogério Diniz Junqueira aborda as dimensões da heteronormatividade que impregnam o cotidiano e currículo da escola. O autor registra e analisa os relatos de profissionais da educação oriundos de atividades de formação continuada no âmbito da implementação do Programa Brasil Sem Homofobia, entre 2005 e 2009. O autor conclui que frente a lógica de vigilância e controle do cotidiano e currículo escolar, muitos alunos e alunas para permanecerem na escola internalizam as exigências da pedagogia do armário. O autor aponta, ainda que a força da pedagogia do armário parece residir inclusive na sua capacidade de garantir a não-nomeação de suas violências, o silenciamento de seus alvos e o apagamento de seus rastros.

No capítulo Sexualidade entre Alunos Adolescentes de Santarém: um olhar a partir da perspectiva estrutural das representações sociais, Igor Castro Tavares, Camila Rodrigues Barbosa, Elizabeth Teixeira e Horácio Pires Medeiros adotam um perspectiva psicossocial por meio da teoria das Representações Sociais para focar o cuidado em saúde. Tem como objeto de discussão a educação sexual de adolescentes em uma escola pública realizada na cidade de Santarém, Pará. Esse capítulo é atravessado por uma perspectiva sanitarista e apontam a necessidade de profissionais de saúde ficarem atentos às modificações e manifestações acerca da sexualidade dos adolescentes; defendem a necessidade de realizar escutas sensíveis e construir tecnologias educativas para a afirmação do agir educativo entre adolescentes.

Em seguida, no capítulo Apenas uma Fresta? Análises sobre a primeira portaria de uso do nome social de travestis e transexuais nas escolas, Maria Lúcia Chaves Lima e Karen Priscila Lima dos Anjos analisam, a partir da perspectiva da genealogia foucaultiana, as condições de possibilidade para a formulação da portaria de uso de nome social de travestis e transexuais no estado do Pará, já que esta foi a primeira legislação brasileira a tratar especificamente sobre a população de travestis e transexuais. Para tanto, as autoras apresentam o histórico da constituição da referida Portaria, bem como uma discussão a respeito da efetividade alcançada, a visibilidade adquirida, além de algumas questões referentes ao contexto cotidiano de relações exercidas no espaço da escola no que tange a inclusão de travestis e transexuais, tanto em suas positividades quanto em seu funcionamento político.

Por fim, Luiz Felipe Zago e Bianca Salazar Guizzo evidenciam a implicação de suas práticas docentes e de pesquisa no que refere às questões de gênero e sexualidade na escola, num capítulo denominado Gênero, sexualidade e escola: o que nós temos a ver com isto? O texto retoma parte da história da educação brasileira, apresenta a problematização de gênero e sexualidade na legislação educacional brasileira e mostra como essas temáticas começaram a ganhar relevância no campo educacional. Em seguida, relatam trechos de cenas, inspiradas em fatos reais do cotidiano escolar e militante, para ilustrar situações a partir das quais derivam análises no que tange às construções de gênero e sexualidade no espaço escolar. Por fim, os autores fazem alusões aos Direitos Humanos e aos princípios éticos que regem a Educação à guisa de conclusão, no sentido de deixar em aberto questões pertinentes aos/às educadores/as e gestores/as articularem suas práticas às temáticas desenvolvidas.

Portanto, esta obra apresenta reflexões sobre os aspectos da sexualidade e gênero no contexto escolar, considerando a necessidade de constante diálogo sobre os construtos envolvidos nesse espaço. Os fatores sociais, políticos e econômicos que atravessam as vivências de gênero e sexualidade, bem como sua relação com a função social da escola, enquanto produtora de corpos dóceis e, por outra via, produtora de cidadania e respeito à diversidade também são enfocados. Este livro convoca os leitores a uma reflexão sobre os temas de direitos sexuais, ativismo, gênero, sexualidade, nas suas múltiplas relações e interfaces com a educação básica no Brasil frente as possibilidades e limites.

Esses limites e possibilidades estão transpassados pelas disciplinas curriculares e pelas próprias barreiras existentes na escola. Atualmente um dos limites mais fortes é o discurso fascista e moralizante que tenta silenciar a expressão dessas temáticas nas atividades escolares, com iniciativas como a Lei da Mordaça. A luta é para que a sexualidade e gênero não acabem sendo trabalhados de modo reduzido ou somente na dimensão biológica, silenciando as outras dimensões políticas e subjetivas da sexualidade dos atores escolares. Espera-se que esse livro seja um instrumento de resistência e enfrentamento frente ao movimento fundamentalista brasileiro, que vem tentando difamar as políticas de gênero e sexualidade na escola.

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