Pelo cu: políticas anais

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  • Editora:  Devires
  • AUTORE(S): Javier Saéz | AUTORE(S): Sejo Carrascosa
  • ISBN:  9786586481679
  • Edição:  1ª Edição
  • Formato:  14.00 x 21.00 cm
  • Páginas:  166

 

Tradução: Rafael Leopoldo.

Sinopse do livro

Pelo cu: políticas anais faz uma genealogia da analidade. Perpassa, por exemplo, a poesia de Allen Ginsberg – “espero que o velho buraco continue jovem, até morrer, relaxado” -, os insultos, preconceitos, políticas de extermínio, mas, também, caminha pelos anais da história, a Índia e a tradição tântrica, os gregos antigos, a sodomia no período da Idade Média e da Idade Moderna, no final do século 19 uma elaboração diferenciada da psicanálise e, ainda, no início dos anos 80 encontramos o cu vinculado com a Aids.

Não obstante, o livro traz uma curiosa teoria da subjetivação via analidade. O cu a princípio não teria gênero, pois todos possuímos um, todavia, o que os autores salientam é que o ânus cumpre um papel primordial na construção da sexualidade. Ele se relaciona ao que é ser homem e o que é ser mulher, o que é ter um corpo valorizado ou um corpo abjeto, um corpo bicha ou hetero e tem reflexos na própria definição de feminino e masculino.

Por sua vez, mesmo diante do lugar abjeto da analidade, os autores propõem uma política anal e uma analética, ou seja, uma ética da passividade, uma mudança do lugar da analidade. Desta forma, encontramos um giro histórico na obra, pois a passividade é valorizada. Encontramos um orgulho passivo surgido desse lugar inesperado que poderíamos pensar – erroneamente - que não teria uma dignidade filosófica, mas que agora está novamente no campo social e político.

Rafael Leopoldo.

Texto das orelhas

"Retomando autores que já abordaram a importância epistemológica do cu, Sáez e Carrascosa apresentam neste livro outros panoramas importantes a respeito dos debates anais. Quando vivenciado, o cu permite que suas pregas sexuais, teóricas, artísticas, institucionais, políticas, econômicas, identitárias, entre outras, estabeleçam outras naturezas e que outras discussões sejam feitas, ou melhor, que os debates realmente aconteçam, pois apesar de termos no Brasil expressões em que percebemos destaques no cu, no fundo, não debatemos alternativas discursivas. A grande maioria das expressões brasileiras carrega fortemente em suas entrelinhas violências para além da prática verbal, as agressões tornam-se físicas. Basta uma rápida pesquisa na internet e encontramos casos de ataques machistas, feminicidas, lgbtqiap+ocfóbicos, gordofóbicos entre outras tantas identidades dissidentes de gênero e desobedientes sexuais da “brancaheterocissaudávelnormatividade”.

Bruno Novadvorski.

 

“Você sabe o que é ânus?”, provoca Preciado. Saéz e Carrascosa sabem. Sabem que o órgão possui materialidade discursiva, é um efeito histórico, e é investido de concretude política. Ao abrir o cu a um olhar político, Saéz e Carrascosa mostram o “que está em jogo”, em seu movimento pelas tramas do discurso: o cu e seu uso são poderosos produtores de sentimentos sociais, de identidades, de hierarquias políticas e de dispositivos de controle sociopolítico: como machismo, homofobia e racismo. “O gênero se produz pela regulação do cu, um espaço político”, um donut poroso e aberto, uma cicatriz, a casa de pulsos, dildos, sonhos e sêmen.

Do toba em Tebas à Grécia. Do pecado de Sodoma às heresias medievais. Da glândula kundalini ao cu eclesiástico. A Analética de Vidarte e o esfíncter subjetivante de Perlongher. Os cus de Freud, Butler, Sade e dos aidéticos: todos em festa. O cu resume incoerências e contradições: em seu nome se adora e extermina, se tortura ou atribui direito civil. Se organiza um regime heterocentrado que apunhala nossos cus. Este livro astuto me tatuou risos cínicos e pôs meu dedo em mil alianças. Propõe que cu é democrático e não é: ele é o “grande lugar da injúria”, mas também é o cárcere do desejo. Deixo com você o convite dos autores: “Abram seu cu e abrirão sua mente”! Evoé, cu!

Gleiton Matheus Bonfante, poeta, linguista e educador.

 

 

Sobre os autores

Javier Sáez

É sociólogo e tradutor. Autor do ensaio Teoria queer e psicanálise. Traduziu para o espanhol autores (as) como Judith Butler, Monique Wittig, Jack Halberstam e Lee Edelman. É coeditor do livro Teoria Queer. Políticas lesbianas, bichas, trans, mestiças. Como urso insubmisso e ativista se destaca a sua atuação nas campanhas de prevenção à Aids. Tem l

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